Terça-feira, 20 de Maio de 2008



Minha vida segue rumo.
Sem saber se fui errada.
Por amar em demasiado.
Seria eu tão errada ?
Porque sou toda amor?
Por não ter medo da dor?
Por confiar em um dia ser feliz?

Sigo firme, minha fé é maior do que eu.
Sinto o peso do que me foi negado
Do que me foi tirado, do que não é pra mim.

Por ironia do destino.
À Rua Santo Antonio residindo.
No apartamento 1 é meu pequeno lar.
Representando o recomeçar.
Representando todos os vôos
Que ainda hei de alçar.

Por vezes me arrasto, nadando na minha lama.
Por vezes me desespero, chorando em minha cama.
E Deus me ilumina com sua doce luz.
Conforta meu coração, me manda anjos
Que sem asas me trazem aconchego.
Dizendo o que já sei: é passageiro.

Ora pois, será passageiro o amor?
Será passageira a vida nessa terra?
Então vou vivê-la cada dia mais
Sempre intensamente.
Nunca vou desistir da minha guerra.
Pois cada vez que a vida nos impõe um obstáculo.
É porque é hora de crescer.

Sábado, 10 de Maio de 2008

O VERBO É: RECOMEÇAR


Vida nova, um recomeçar...
Nunca do zero, bola pra frente que atrás vem gente.
Coração magoado, dilacerado e lacrado.

Deixo aqui uma transcrição que gosto muito do Livro do Paulo Coelho, Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei


NA MARGEM DO RIO PIEDRA... Eu me sentei e chorei.

Conta a lenda que tudo que cai nas águas deste rio - as folhas, os insetos, as penas das aves - se transforma nas pedras do seu leito.

Ah, quem dera eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atira-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.

Ás margens do rio Piedra eu me sentei e chorei.

O frio do inverno fez com que eu sentisse as lágrimas em meu rosto, e elas se misturaram com as aguas geladas que correm diante de mim.

Em algum lugar este rio se junta com outro, depois com outro, até que - distante dos meus olhos e do meu coração - todas estas águas se misturam com o mar.

Que as minhas lágrimas corram assim para bem longe, para que meu amor nunca saiba que um dia chorei por ele.

Que minhas lágrimas corram para bem longe, e então eu esquecerei do rio Piedra, do mosteiro, da igreja nos Pirineus, da bruma, dos caminhos que percorremos juntos.

Eu esquecerei as estradas, as montanhas, e os campos de meus sonhos - sonhos que eram meus, e que eu não conhecia.''
Paulo Coelho



Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento em que um 'sim' ou um 'não' pode mudar toda a nossa existência.(Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei)

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

O CHEFE


O chefe é aquele cara chato que contratam para te controlar, descobrir teus erros, te chatear com sermões, ou seja, o cara é um pentelho.

Ontem ele estava de verde, o meu chefe.

Repugnante com aquela cara de quem entende de tudo, mas que na verdade nada sabe. Normalmente ele fica horas na frente do computador com a mão direita sobre o mouse como se estivesse realmente envolvido em algum grande projeto.

Por vezes fico morrendo de vontade de despencar da minha mesa até a dele só pra ver se o que o verme olha não são aqueles sites pornôs cheios de pop ups inconvenientes, mas me contenho em olhar de longe, e tentar ler aquela mente sanguinária.

Caminha de lá pra cá com as mãos para trás, olhos atentos nas telas dos computadores dos estagiários, botões da camisa quase estourando, de tão grande a barriga da criatura, coisa medíocre.

Vez que outra ele atende ao telefone sem fio ensebado pela pele oleosa da sua cara.

Bem no estilo Oráculo do filme Matrix que tudo sabe e tudo vê, ele manda e não pede ao telefone :

--- Sim, eu quero pra hoje. Agora. Como tu vai fazer eu não sei, só sei que quero isso no máximo em 10 minutos.

Xiii... Ele percebeu que eu o observava. E lá vem o abacate ambulante em minha direção.

Me achou! Me achou! Vamos, desmaterialize!

Transforme-se! Ainda tentei gritar “morfar’ bem perto do meu relógio para ver se eu viraria um super-herói japonês, mas não...

E lá vem ele. Decido encará-lo. Afinal, sou uma mulher ou um rato? Finjo estar digitando qualquer coisa no meu computador e ele pára bem atrás de mim. Sinto sua respiração quente em minhas costas, sinto até o cheiro do alho que o verme comeu na janta de ontem.
Então me encho de coragem e olho para ele...

--- Aquele relatório que te pedi ontem? Está pronto?

Relatório? Relatório... Tento pensar rápido pois não me lembro de raio de relatório nenhum... Relatório, relatório, vamos lá mente, funcione...

E nada! Eu sou um rato, eu sou um rato!

Resolvi encenar:

--- Na verdade está quase, só faltam alguns retoques, mas até o almoço estará pronto.

--- Meio dia então. E nenhum minuto mais...

O olhar dele me cozinhava. Se bem que na verdade eu percebi que ele mais olhava para aquela pilha de papéis que não saem da minha mesa, do que para mim.

Minha mesa, meu território.

Ninguém se mete em minha bagunça organizada!

Mas que relatório é esse??

Tento afastar alguns papéis, tentando achar uma pista, um vestígio, algo que me leve a lembrar relatório do que o “soberano” me pediu e...

Nada!

Eu desisto, eu desisto...

Volto a olhar meus e-mails.

Às vezes, por alguns minutos eu acho que ele controla minha máquina lá da mesa dele, depois me esqueço disso e me delicio com os e-mails de piadinhas que recebo.
E lá vai ele naquela rotina irritante de supervisionar.

Olha daqui, mete o bedelho no trabalho de alguém acolá...

E assim ele passa o dia, para receber pelo menos umas quatro ou cinco vezes o valor do meu salário no final do mês.

Meu tempo está urgindo...

E nada de relatório. É hoje que me demitem, é hoje.

11:55 e lá vem ele.

Será que ele tem um relógio cuco que avisa que está na hora de decapitar alguém??

Mais uns cinco passos e ele chega, quatro, três, já sinto um aperto na garganta quando...

Ouço um barulho estranho em meu computador e... Puf...

Lá se vai a energia elétrica!

Ahhh eu amo a AES SUL, eu amo esses consertos em rede elétrica sem aviso prévio.

Salva pelo gongo!

Indignado ele me olha como se eu fosse culpada da falta de energia elétrica, da falta de paz no mundo, da falta de papel higiênico no banheiro da casa dele...

E eu alegre e sorridente (por dentro é claro, porque por fora exibo um melancólico olhar de indignação) pego minha bolsa e saio de fininho: hora do almoço...

Depois eu vejo o que vou fazer, isso se a energia elétrica voltar...

De barriga cheia penso melhor!


Texto escrito em 11/Jan/2003

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008




Eu sou um buraco no nada
Feito de matéria indefinida
Sou riso da criança
A casca da ferida
A lágrima rolando em silêncio
Adentrando a madrugada silenciosa...
O dito pelo não dito
O grito e o delito
A dor na desesperança
A alegria momentânea da vingança
Eu sou o joio misturado ao trigo
O açúcar que cristalizou
A garoa que não se precipitou...
O tudo e o nada.
A vontade de mudar o mundo
E o comodismo do ócio sem limites
O bom, o ruim...
O certo e o errado
A conspiração do universo

Texto escrito em 24 de abril de 2004

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

LUTO



Depois do Big Brother, a vida real.
Depois de nos deleitarmos espiando a vida de novos famosos a mídia nos traz a cada dia um novo famoso em nossa vida real.
Numa corrida desesperada na tentativa de aumentar seus pontos na audiência, emissoras, jornais, rádios fazem transbordar em nossas casas a cada dia um capítulo da visível regressão da raça humana.
Há muito eu venho pensando sobre evolução.
Os bebês já não nascem de olhos fechados como antigamente, já existe registros de pessoas que nascem sem o apêndice (o meu tirou bons R$ do bolso dos meus pais há alguns anos atrás), e ainda eu defendo a tese de que cada dias menos crianças que nascem antes de completarem 9 meses de gestação serão consideradas prematuras, pois já estão com todos os órgãos formados estando então prontas pra nascer. Fazendo então com que eu defenda a evolução física do ser humano.
Estamos evoluindo fisicamente.
Estamos regredindo a olhos vistos psicologicamente.
Há poucas semanas um garoto de apenas 16 anos ficou famoso na minha cidade (Novo Hamburgo – RS) por ser considerado um serial killer por ter confessado 12 assassinatos e não parecer estar arrependido de nenhum deles.
Famoso, o menino ficou por semanas nas primeiras páginas dos jornais locais e até no Fantástico teve sua ‘aparição’.
Agora vem a tona o caso Isabella, supostamente assassinada pelo próprio pai e pela madrasta.
A TV aberta está recheada de novos fatos a cada minuto, chega a ser insuportável.
Eu acredito na culpa desses dois malucos.
E é por isso que pergunto: ATÉ QUE PONTO O SER HUMANO VAI REGREDIR?
Tirar a vida de uma pessoa nessas condições vai muito além da crueldade, chorar depois e pedir justiça chega a ser patético.
Isso já aconteceu tantas outras vezes. E o mais triste é pensar que ainda vão acontecer outras mais.
O que acontece na cabeça de uma pessoa nesse momento?
O que leva uma mãe a jogar seu bebê num riacho, no lixo, sendo que casais lotam filas de esperas na esperança da adoção?
Isso pra mim é regressão.
É voltar para bem antes da era das cavernas.
É ser bem menos que um animal pois já vimos muitos casos de cadelas que morrem por seus filhotes.
Até que ponto vamos regredir?
E de nada adianta fazer passeatas e missas em prol da paz, porque a consciência deve vir de cada um.
O não á violência deverá estar dentro de cada um de nós e isso vem de berço.
Isso nos é passado na infância por nossos pais.
Está incrustado em nossa personalidade.
Deixo aqui meu protesto não pela morte da Isabella, mas pelo fim eminente da integridade da raça humana que agoniza num leito qualquer de um hospital público.

Sexta-feira, 7 de Março de 2008

O “maníaco-da-sobrancelha”



Sei que nós mulheres temos mania de fidelidade a nossos proporcionadores de felicidades instantâneas como: manicures, cabeleireiros etc...
Eu confesso que não tenho nenhuma fidelidade aos meus cabeleireiros, mesmo porque estou numa época de "querer deixar as madeixas crescerem" e então o máximo que corto são as pontinhas, ou no máximo quatro dedos.

Foi que eu decidi.
__ Quero cortar quatro dedos.

O profissional gordinho atarraxado enfiado dentro de uma calça jeans, indicado por uma amiga me colocou na cadeira e ficou me analisando pelo espelho.
Depois de uma cessão de xampu/condicionador com muita água fria ele me colocou novamente na cadeira e pra minha surpresa me disse:
__ Pode levantar.
Eu estranhei, mas obedeci e com muita surpresa eu percebi que o cara cortava cabelos das clientes em pé!!
Achei estranhíssimo, mas pensei que se o resultado fosse bom era a conta.

Foi então que preparando meus cabelos para o corte (com aquelas divisões que fazem você parecer o "ó-do-borododó") ele olhou bem dentro dos meus olhos (ao menos parecia) e eu fui me assustando com aquelas encaradas.
E eu percebi que o cara estava olhando minhas sobrancelhas.
Olhando não, tarando mesmo.
Minha amiga tinha comentado assim por cima que ele adorava fazer sobrancelha mas, jamais imaginei que iria naquele dia escaldante encontrar com o "maníaco-da-sobrancelha" em pessoa.

Tem gente que tem fetiche por pés, mãos etc, agora por sobrancelha essa foi a primeira experiência da minha vida.
Depois de terminar o corte ele veio com uma tesoura em direção aos meus olhos.
Antes que eu pudesse gritar por socorro começou a aparar minhas ralas sobrancelhas.
Parecia o Edward mãos de tesoura com suas tesouradas alá Picasso.
Depois me colocou na cadeira e disse:
__ Agora vou te fazer sofrer.

Sem que eu pedisse ou pudesse gritar, foi colocando a cera quente na minha cara e me arrancando os pelinhos rebeldes.
Tirou, tirou e tirou e com um lápis de olho o "Picasso-do-Paragua" foi reconstruindo o que, segundo ele, deveria ser uma sobrancelha perfeita.
__ Aqui ó, entre elas não pode ter mais do que um dedo de diferença, nas tuas tem dois dedos!!
Quando me olhei no espelho qual não foi minha surpresa ao ver do outro lado não mais eu, mas a própria Frida Kahlo com um par de sobrancelhas meio quadradas e quase grudadas.
__ Não gostei, está muito artificial.
Ele meio a contragosto foi apagando a obra-prima que tinha acabado de compor e terminou dizendo:
__ Eu posso fazer tua sobrancelha crescer e ficar direitinha do jeito que quiseres, se tu deixar é claro.
Pensei comigo: "mas quando foi que te pedi isso?".
Aí ele completou:
__ Mas vais ter que me prometer que vai resistir a toda e qualquer pinça que existe nesse mundo.

Dei um sorrisinho amarelado, e ele finalmente resolveu acabar o servicinho no cabelo, secando e modelando minhas madeixas louras.

Saí de lá com quatro dedos a menos de cabelo, mas me sentindo completamente violentada pelo maniáco-da-sobrancelha.
Minha mente super fértil já ficou imaginando ele no banheiro olhando fotos de sobrancelhas de todos os modelos e tamanhos, num ritual de masturbação completamente inusitado.
Ah como sofremos, nós mulheres vaidosas nesse mundo de depravados!!

P.S. Um beijo a todas as mulheres maravilhosas!!!
Parabéns pelo nosso dia!
Que ele seja todos os dias e sempre!!!

Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

2008 AQUI VOU EU!!!!




Hoje de manhã eu comecei a filosofar mentalmente sobre nosso momento atual.
Estamos no auge da Era Google.
As pessoas acham que podem encontrar tudo no www, desde o telefone da padaria até o texto mais árdido sobre a proposta de independência do RIO GRANDE DO SUL.
Só não se encontra de jeito nenhum no google os preceitos básicos que todo ser humano deveria ter: educação, humildade, amor, sinceridade.
Informatizamos tanto nossas mentes que dependemos do computador até pra pensar.
Eu acho fundamental esse entrosamente máquinas/humanos, mas tudo em excesso é prejudicial.
E depois minha cabecinha fantasiosa fica viajando, pensando se um dia acontecerá aquilo que aparece nos filmes tipo MATRIX onde o homem construiu máquinas tão inteligentes e poderosas a ponto de adquirirem vida própria e se rebeliarem.
Eu tenho minhas dúvidas, mas Graças a Deus (ou não) não sobreviverei para presenciar tais acontecimentos.
Início de ano a gente fica assim meio nostálgico, pensando na vida, em onde estaremos daqui a cinco ou dez anos, se estaremos felizes, se estaremos ainda vivos.
Há cinco anos atrás eu jamais poderia imaginar minha atual realidade, e será assim sempre, o futuro pertence ao acaso, e nós somos frutos de nossas escolhas.
Por isso minha lista de metas para 2008 é a mesma frase repetidamente: SER FELIZ, porque eu sou a pessoa mais importante do meu mundo e de mim depende o andamento dos acontecimentos do meu futuro.
Maluca sim! Inconsequente jamais!!!